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	<title>CurioFísica &#187; relatividade</title>
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	<description>A Física para não Físicos</description>
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		<title>COMO FUNCIONA O GPS?</title>
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		<comments>http://curiofisica.com.br/ciencia/como-funciona-o-gps#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 13:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Galeano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
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		<category><![CDATA[o GPS e a Relatividade]]></category>
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		<description><![CDATA[A tecnologia está chega cada dia mais rápida e cada vez mais democrática, com preços acessiveis a praticamente todos os públicos. O GPS é um exemplo dessas tecnologias. Por falar nisso, como funciona o GPS?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2010/01/clarion-drivtrax-gps-bike.jpg"><img class="size-full wp-image-1949 alignleft" title="clarion drivtrax gps bike" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2010/01/clarion-drivtrax-gps-bike.jpg" alt="clarion drivtrax gps bike" width="260" height="260" /></a></p>
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<p style="text-align: justify;">O GPS consiste numa rede de 24 satélites situados a uma órbita próxima dos 20.200 quilômetros de distancia da Terra. O receptor GPS que usamos atualmente nos nossos automóveis põe-se em contato com quatro desses satélites. Três deles, através de um simples cálculo geométrico de triangulação com o sinal recebido, calculam a nossa posição. Essa triangulação funciona da seguinte forma: <span id="more-1947"></span>se você sabe que se encontra a 100 km de uma determinada cidade isso não dá a sua posição exata, pois você pode estar em qualquer ponto em um raio de 100 km desta cidade (satélite 1), então é preciso de mais uma referência que é demarcada pela circunferência do satélite 2, porém, ao cruzar esses dois círculos, você pode estar em um dos dois pontos que cruzam esses círculos, então entra a triangulação de uma  terceira referencia (satélite 3) e o ponto onde cruzam essas 3 circunferências é a sua posição.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Figura2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1948" title="triangulação do gps" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Figura2.jpg" alt="triangulação do gps" width="466" height="464" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os sinais que se enviam e recebem para esses cálculos viajam próximos da velocidade da luz. Ainda assim têm uma mínima demora que também têm de ser calculada para que o resultado seja exato. Esse é o trabalho do quarto satélite: ajustar com exatidão o relógio do nosso GPS. Para tal os satélites dispõem de um relógio atômico extremamente preciso, tão preciso que apenas se atrasa um milésimo de segundo a cada 100000 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente já está tudo resolvido. Com a triangulação dos três sinais e a sincronização do relógio atômico do satélite e o nosso GPS o sistema deveria encontrar a nossa posição exata. Mas não é tão simples assim. É aqui que entra a teoria da relatividade de Einstein. Sem ela o GPS seria inviável.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria da relatividade afirma que o tempo passa mais lentamente quanto maior é a velocidade a que nos deslocamos. Esse fenômeno não é apreciável na Terra com os meios de transporte atuais, mas sim o seria a velocidades próximas das da luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo afirma que se um astronauta viajar ao centro da nossa galáxia a velocidades fantásticas e regressar à terra da mesma forma, para o astronauta, teriam passado apenas 60 anos, enquanto que para os habitantes da terra já teriam passado 4 milhões de anos. Uma segunda conclusão da teoria da relatividade afirma que quanto menor for à atração do campo gravitacional, o tempo passa mais depressa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2010/01/concepcao_gps_dod_usa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1950" title="concepcao_gps_dod_usa" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2010/01/concepcao_gps_dod_usa.jpg" alt="concepcao_gps_dod_usa" width="360" height="360" /></a>Agora que conhecemos estas duas leis, há que ter em conta que os satélites GPS orbitam a 14.000 quilômetros por hora. Isto significa que para eles (de igual forma como ao astronauta) o tempo passa mais devagar. Lembrando também, que os GPS estão a 20.200 quilômetros da Terra, portanto a atração gravitacional é menor e de acordo com a segunda conclusão, o tempo passa mais rápido.</p>
<p style="text-align: justify;">Calculando as diferenças de ambos os fenômenos obtêm que o tempo para os satélites passa 39 milionésimos de segundo por dia (sendo 7µs devido à dilatação do tempo e 45µs devido à dilatação gravitacional) mais devagar do que para nós que estamos na Terra. Ou seja, os satélites ao fim de cada dia são 39 milionésimos de segundo mais jovens que nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Não parece ser uma diferença muito grande, mas temos de ter em conta que se usa para os cálculos a velocidade dos sinais dos satélites, qualquer milionésimo de segundo que deixemos para trás multiplicado por esse valor se transforma num erro enorme que poderia chegar até aos 11 quilômetros a mais por cada dia ao calcular a nossa posição.</p>
<p style="text-align: justify;">Os instrumentos dos satélites ajustam automaticamente os seus cálculos com estes fenômenos da teoria da Relatividade, o que lhes permite uma exatidão de quinze metros, o que os impede de uma maior exatidão são as interferências da atmosfera ou as condições climatológicas.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Autores: Diego Galeano<br />
Maísa Caldas</strong></p>
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<p style="text-align: center;"><strong><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rOyUB2L2iZg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/rOyUB2L2iZg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
</strong></p>
</div><div class="shr-publisher-1947"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>POR QUE É IMPOSSÍVEL ULTRAPASSAR A VELOCIDADE DA LUZ &#8211; PARTE 02/02</title>
		<link>http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/por-que-e-impossivel-ultrapassar-a-velocidade-da-luz-parte-0202</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 12:54:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Galeano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
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		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
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		<description><![CDATA[No texto anterior, tentei mostrar por que os físicos dizem que não dá para ultrapassar a velocidade com que a luz corre no vácuo. Disse que era porque a energia tem inércia, inclusive a energia cinética (de movimento). E que essa inércia cresce ilimitadamente quando vamos chegando mais e mais perto da velocidade da luz. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><div id="attachment_418" class="wp-caption alignleft" style="width: 125px"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/curiofisica-luz-fogueteed1.jpg"><img class="size-medium wp-image-418" title="curiofisica-luz-fogueteed1" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/curiofisica-luz-fogueteed1-115x300.jpg" alt="Foguete Redstone sendo lançado em 1961 (montagem)" width="115" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foguete Redstone sendo lançado em 1961 (montagem)</p></div>
<p style="text-align:justify;">No texto <a href="http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/porque-e-impossivel-ultrapassar-a-velocidade-da-luz-parte-0102/" target="_blank">anterior</a>, tentei mostrar por que os físicos dizem que não dá para ultrapassar a velocidade com que a luz corre no vácuo.<span id="more-4053"></span> Disse que era porque <em>a energia tem inércia</em>, inclusive a energia cinética (de movimento). E que essa inércia cresce ilimitadamente quando vamos chegando mais e mais perto da velocidade da luz. Assim, seria necessária uma força infinita, e também energia infinita, para conseguirmos acelerar um objeto até essa velocidade. Mas, no final, dei uma dica para se imaginar outras formas de se ultrapassar a luz.</p>
<p style="text-align:justify;">Um truque maquiavélico é o seguinte.</p>
<p style="text-align:justify;">a)      Imagine agora duas naves espaciais bem velozes. Eu estou em uma delas, você na outra. Sua nave está aqui, no Brasil, e a minha está no Japão, do outro lado do planeta.</p>
<p style="text-align:justify;">b)      Você acelera sua nave até que ela tenha 99% da velocidade da luz (em relação à Terra).</p>
<p style="text-align:justify;">c)      No mesmo instante, eu acelero a <em>minha</em> nave na direção contrária até também 99% da velocidade da luz.</p>
<p style="text-align:justify;">As duas naves vão, então, se afastando velozmente uma da outra, com nosso planetinha bem no meio. As duas na mesma velocidade <em>em relação à Terra</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora, qual a velocidade <em>de uma nave</em> <em>em relação a outra?</em> Ahá! Temos que somar, não é? Então, 99% + 99% dá 198% da velocidade da luz! Conseguimos ultrapassá-la?!? Sinto desapontá-los: na relatividade, esta conta não funciona assim.</p>
<h2 style="text-align:justify;">A culpa agora é do espaço e do tempo</h2>
<p style="text-align:justify;">E não funciona assim porque há uma outra conseqüência importante da relatividade, de que ainda não falei. Tem a ver com a natureza do tempo e do espaço. Normalmente, o tempo e o espaço nos parecem absolutos: o tempo flui da mesma forma para qualquer pessoa e o comprimento de uma régua é o mesmo para todo mundo. Nada mais natural.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas Einstein descobriu que não é assim. Se eu observar uma nave espacial com um telescópio, daqui da Terra, tudo me parecerá correr mais devagar lá dentro (caso eu consiga espiar pela sua janela), inclusive o correr dos relógios. É o que se chama <em>dilatação do tempo.</em> É o fluxo do próprio tempo que é atrasado. Mas, para o astronauta no foguete, tudo parecerá normal. O fluxo do tempo é relativo a quem observa, da mesma forma que velocidade é relativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Além disso, a nave inteira (e tudo o mais lá dentro) me parecerá mais achatada. É o que se chama <em>contração do espaço.</em> E quanto maior a velocidade da nave em relação a quem a observa (no caso, eu), maiores serão esses dois efeitos. Normalmente, eles são muito pequenos (por isso, não foram observados antes do século XX). É preciso velocidades próximas à da luz para se tornarem apreciáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Acontece que velocidade é um conceito que depende do espaço e também do tempo. Pois, pelo modo como a medimos &#8211; quilômetro por hora, por exemplo -, é possível perceber que ela mede nada mais que o espaço percorrido (quilômetros) em cada unidade de tempo (hora). Então a velocidade se comporta também de forma diferente na relatividade.</p>
<p style="text-align:justify;">O resultado é que <em>a velocidade das duas naves não poderá ser apenas somada!</em> A fórmula é mais complicada do que isso e o resultado será menor que a soma. No exemplo acima, das duas naves, a velocidade de uma em relação à outra será de &#8220;apenas&#8221;&#8230; 99,995% da velocidade da luz.</p>
<p style="text-align:justify;">Repare que ainda é um pouquinho mais lento que a luz. <strong><em>A fórmula para composição de velocidades da relatividade é tal que o resultado sempre será menor que a velocidade da luz.</em></strong> Se as duas naves estiverem a 99,99% da velocidade da luz em relação à Terra, a velocidade de uma em relação à outra, feitas as contas, será de 99,999999995% da da luz. E assim por diante. Infelizmente, o &#8220;truque maquiavélico&#8221; não deu certo.</p>
<h2 style="text-align:justify;">Então, tudo que aprendi está errado?</h2>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso é radicalmente diferente do que estamos acostumados com a física &#8220;tradicional&#8221;: nela, a inércia, o tempo e o espaço independem da velocidade. Na relatividade, não. Então, a física que aprendemos no colégio está errada?! Não é bem isso. Ela é uma <em>aproximação</em> da relatividade. A relatividade é mais exata, mais precisa. Mas, na maioria esmagadora das situações, não precisamos usar a relatividade e a física clássica funciona perfeitamente bem. Até mesmo os astrônomos usam a física clássica para projetar foguetes e sondas espaciais.</p>
<p><!--[endif]--></p>
<p>Quer saber mais sobre a teoria da relatividade, num texto para não-físicos? Tente aqui:<br />
<strong><a href="http://afisicasemove.blogspot.com/2009/02/o-que-e-teoria-da-relatividade-especial.html" target="_blank">http://afisicasemove.blogspot.com/2009/02/o-que-e-teoria-da-relatividade-especial.html</a></strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Roberto Belisário<br />
<span style="color:#0000ff;"><a href="http://afisicasemove.blogspot.com" target="_blank"><em>http://afisicasemove.blogspot.com</em></a></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://afisicasemove.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-419" title="a-fisica1" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/a-fisica1.jpg" alt="a-fisica1" width="600" height="90" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
O Roberto Belisário é um leitor do CURIOFÍSICA e nos enviou tal matéria. Se você também deseja participar do nosso blog basta entrar em contato conosco através do formulário <a href="http://curiofisica.com.br/contato/" target="_blank">clicando aqui</a></em></p>
</div><div class="shr-publisher-4053"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>POR QUE É IMPOSSÍVEL ULTRAPASSAR A VELOCIDADE DA LUZ &#8211; PARTE 01/02</title>
		<link>http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/porque-e-impossivel-ultrapassar-a-velocidade-da-luz-parte-0102</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 16:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Galeano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Moderna]]></category>
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		<category><![CDATA[fisica moderna]]></category>
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		<description><![CDATA[Muita gente já deve ter ouvido dizer que a velocidade da luz é um limite intransponível, que ultrapassá-la é uma impossibilidade física. E que isso é uma conseqüência da famosa e misteriosa teoria da relatividade, do também famoso físico Albert Einstein. Como isso pode ser? Não basta apenas acelerar até ultrapassá-la e pronto? O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><div id="attachment_367" class="wp-caption alignleft" style="width: 270px"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/curiofisica-luz-nave.jpg"><img class="size-full wp-image-367" title="curiofisica-luz-nave" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/curiofisica-luz-nave.jpg" alt="" width="260" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Ônibus espacial Atlantis</p></div>
<p style="text-align: justify;">Muita gente já deve ter ouvido dizer que a velocidade da luz é um limite intransponível, que ultrapassá-la é uma impossibilidade física. E que isso é uma conseqüência da famosa e misteriosa teoria da relatividade, do também famoso físico Albert Einstein.<span id="more-363"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como isso pode ser? Não basta apenas acelerar até ultrapassá-la e pronto? O que acontece se, no futuro, alguém construir uma nave espacial suficientemente poderosa e tentar acelerá-la até sobrepujar a luz? O que o impede de conseguir?</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, antes de mais nada, uma correção: o que não é possível é ultrapassar o valor que a velocidade da luz tem <em>no vácuo</em>, que é de cerca de 300 mil kilometros por segundo (isso dá pouco mais de um bilhão de quilômetros por hora). Quando a luz passa por materiais transparentes, como o ar ou o vidro, sua velocidade é menor. Essas velocidades menores podem ser ultrapassadas sem problemas.</p>
<h2 style="text-align: justify;">A culpa é da inércia da energia</h2>
<p style="text-align: justify;">Uma das razões para esse limite não poder ser vencido é a descoberta, feita por Einstein em 1905, de que <em>energia tem inércia</em>. Isso parece estranho: normalmente, associamos inércia com a matéria. Inércia é simplesmente uma espécie de &#8220;resistência&#8221; de qualquer objeto quando tentamos acelerá-lo, pará-lo ou obrigá-lo a fazer uma curva. Quanto mais matéria um objeto contém, maior sua inércia. É mais difícil parar um caminhão que uma bicicleta.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, segundo a teoria da relatividade, energia também tem inércia. Por exemplo, é um pouco mais difícil empurrar um corpo mais quente que um corpo mais frio, pois o mais quente tem mais energia (tem a energia térmica) e, portanto, mais inércia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas essa diferença só fica grande para energias muito grandes. Por isso, não podemos percebê-la sem aparelhos sofisticados. Para haver uma variação perceptível sem aparelhos na inércia de um pedacinho de madeira de 10  gramas, seria necessária energia equivalente à que a usina hidrelétrica de Itaipu produz durante dez horas. Só que a madeirinha seria totalmente destruída muito antes&#8230; Mas essa variação da inércia é observada facilmente em aparelhos chamados <em>aceleradores de partículas</em>, nos quais os físicos investigam as partículas subatômicas fazendo-as chocarem umas com as outras a velocidades muito próximas à da luz.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuando, o pulo do gato vem agora: acontece que tudo isso quer dizer que <em>a energia cinética (energia de movimento) também tem inércia!</em> Então, quanto maior a <em>velocidade</em> de um objeto, maior a sua inércia! Isso significa que, quanto mais próximo da velocidade da luz, maior a força necessária para fazê-lo acelerar-se ainda mais. Já começaram a desconfiar do que acontece?</p>
<p style="text-align: justify;">O que acontece é que <strong><em>a relação entre inércia e velocidade é tal que, quando a velocidade se aproxima da da luz, a inércia aumenta de modo ilimitado</em></strong>, ela tende para o infinito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, para acelerar um objeto com massa infinita, é preciso uma força infinita! Para fazer uma nave chegar até a velocidade da luz, seria necessária uma quantidade infinita de combustível. Então, não dá nem para alcançá-la, muito menos ultrapassá-la.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Vamos passar a perna na relatividade?</h2>
<p style="text-align: justify;">Mas acelerar um objeto &#8220;na marra&#8221; não é a única possibilidade de se tentar alcançar a velocidade da luz. Talvez os leitores mais curiosos queiram imaginar outras formas de se ultrapassá-la. Uma dica: imaginem dois carros a 100 km/h em uma estrada, em sentidos contrários, aproximando-se (em pistas diferentes, espero). Qual a velocidade de um em relação ao outro? Pois bem, agora, como podemos aplicar esse exemplo para conseguir velocidades mais rápidas que a da luz?</p>
<p style="text-align: justify;">Este texto tem duas partes. <a href="http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/por-que-e-impossivel-ultrapassar-a-velocidade-da-luz-parte-0202" target="_blank">Na segunda</a>, falo sobre este outro truque para se ultrapassar a luz e se ele pode ter sucesso ou não.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Roberto Belisário</p>
<p><a href="http://afisicasemove.blogspot.com" target="_blank"><em>http://afisicasemove.blogspot.com</em></a></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/a-fisica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-374" title="a-fisica" src="http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/03/a-fisica.jpg" alt="a-fisica" width="600" height="90" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Roberto Belisário é um leitor do CURIOFÍSICA e nos enviou tal matéria. Se você também deseja participar do nosso blog basta entrar em contato conosco através do formulário <a href="http://curiofisica.com.br/contato/">clicando aqui</a>.</em><strong></p>
<p></strong></p>
</div><div class="shr-publisher-363"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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