A nossa galáxia, conhecida como Via Láctea, é um aglomerado de poeira, planetas e bilhões de estrelas, em forma de disco, inclusive o sol. A força que mantém unido tudo isso (a terra em torno do sol, da lua na órbita terrestre, você sobre a terra e os demais planetas do nosso sistema), é a FORÇA GRAVITACIONAL.
Como se sabe, a força gravitacional foi “descoberta” por Isaac Newton, que concluiu que a tal força é a mesma que faz uma maçã “cair”, e que não é apenas a Terra que atrai a maçã, mas esta também atrai aquela, com força de mesmo módulo (terceira lei de Newton), dependendo, principalmente, da distância de separação entre os corpos, porém não da localização dos mesmos, estejam numa caverna ou no espaço distante. Foi com o entendimento da força gravitacional que o homem pôde lançar satélites artificiais no espaço.
Na verdade a curiosidade do homem sobre o universo começou na Grécia antiga, com Ptolomeu que explicou de forma razoável e, com alguns mecanismos, conseguiu prever alguns eclipses lunares e solares, além como se daria o arranjo dos corpos celestes. Contudo, Ptolomeu precisou de muitos ajustes em suas explicações, pois naquela época acreditava-se que a Terra era o centro do universo (modelo geocêntrico) – vejam que grande parte da história da humanidade foi computada com tal crença – teoria que permaneceu em torno de quinze séculos como a verdadeira. Em torno dos séculos XIV e XV, Nicolau Copérnico afirmou que possivelmente o Sol era o centro de nosso sistema (modelo heliocêntrico). Algum tempo depois Kepler deu grande contribuição à compreensão, formulando a três leis de Kepler dando entendimento sobre o período e a trajetória dos planetas do nosso sistema. Posteriormente Galileu Galilei apontou pela primeira vez um telescópio para o céu, confirmando tais afirmações. Logo após estava em cena Isaac Newton que deu grande contribuição a compreensão dos fenômenos relacionados à gravitação.
A força gravitacional que age sobre a Terra é a causa do efeito das marés, principalmente nas luas nova e cheia, pois é neste período que os astros Terra, Lua e Sol estão alinhados, ou seja, a força gravitacional devido à Lua e ao Sol somam-se, no entanto nas luas minguante e crescente a posição do Sol e Lua formam um ângulo de noventa graus, prevalecendo assim a força devido a Lua, embora a atração do Sol (maré solar) minimize a maré lunar com pouca intensidade. Tal fenômeno faz com que as águas dos oceanos de todo planeta “subam” devido à atração gravitacional da lua.

O força gravitacional da Lua-Terra é menor que a força Sol-Terra, porém é predominante no efeito das marés.
O interesante é que a força gravitacional exercida pelo Sol sobre a Terra é cento e setenta e cinco (175) vezes maior que a força exercida pela Lua, todavia quem provoca as marés é a lua – por quê? – na verdade a força que provoca as marés é devida a diferença entre duas distâncias: a distância do centro da Terra até o centro da Lua e da superfície da Terra até o centro da Lua. A forças correspondente a essa diferença de entre as duas distancia é duas (02) vezes àquela diferença que equivale a distancia do centro da Terra até o centro do Sol e a superfície da Terra ao Centro do Sol. Respeitadas as devidas proporções, o raio da Terra comparado a distancia que separa a Terra da Lua, possui um valor significativo, no entanto o mesmo raio comparado a distancia que separa a nosso planeta do sol praticamente pode ser desprezado.

Devido a força centrifuga e a 3ª lei de Newton (Acção e Reação) o efeito da maré do lado da Terra proximo ao da Lua é o mesmo do outro lado do planeta.
A onda formada pelas marés é mais alta próxima a Lua, devido à atração, isso faz com que as águas nos pólos baixem para convergir no ponto próximo a Lua, porém ,no lado oposto da Terra, a inércia excede, em módulo, a força devido a Lua, conforme princípio da ação-reação proposto por Newton, causando assim a mesma elevação nas águas nesse lado oposto, o que isso quer dizer? Que, devido à lei de ação e reação da terceira lei de Newton (além da força centrifuga), a maré ira subir do outro lado da terra tanto quando sobe no lado que está próximo a da lua. A Terra não pode se mover em direção a esta força, mas fluidos como o ar atmosférico e águas o fazem, no entanto não percebemos, exceto por observadores que estão na costa.
Existem algumas considerações mais complexas no entendimento das marés, por exemplo, poderíamos citar que a lua não se encontra na órbita da linha do equador, ela move-se semanalmente ao extremo 28°30′ (28 graus e 30 minutos) acima e abaixo da linha do equador, causando as marés em praticamente todos os pontos do nosso planeta.
Nota do Diego: Para quem gosta um pouco mais de cálculo. Esse arquivo em pdf mostra porque o efeito da maré também ocorre na face diametralmente oposta a face em que a lua está. Os calculos foram tirados do livro de Mecânica Newtoniana, Lagrangiana & Hamiltoniana do João Barcelos Neto, com alguma adapção minha para facilitar o entendimento. Os cálculos são de fácil acesso. Para acessar clique aqui.
Marcelo Machado Souza
Acadêmico de Física da Universidade de Mato Grosso – UFMT
O Marcelo é um leitor do CURIOFÍSICA e nos enviou essa matéria. Se você também deseja participar do nosso blog basta entrar em contato conosco através do formulário clicando aqui.
Galera, esse video é muito didático e muito engraçado. Tenho certeza que, se ficou alguma duvida ao ler o texto acima, você não tera mais após ver esse video.
Para quem não conseguir ver o video acesse: http://www.youtube.com/watch?v=clZnxlzGv-4










abril 15th, 2009 as 14:33
rsrsrsrsrrs
abril 15th, 2009 as 14:57
Muito interessante mesmo!
abril 15th, 2009 as 15:48
PARABÉNS à TODOS…
ABRAÇO.
abril 15th, 2009 as 15:59
já corrigi a parte do “uma leitora”,
haehaehaehaehhea
abril 16th, 2009 as 20:17
abril 16th, 2009 as 23:34
abril 17th, 2009 as 10:00
só não consegui ver o video :~
abril 17th, 2009 as 21:33
abril 23rd, 2009 as 12:59
só não consigo entender como um blog que explica coisas sobre fisica escreve sobre “força centrifuga”
“Devido a força centrifuga e a 3ª lei de Newton (Acção e Reação) o efeito da maré do lado da Terra proximo ao da Lua é o mesmo do outro lado do planeta.”
Entendo que é normal as pessoas dizerem força centrifuga quando na verdade é a força centripeta que a que elas estao se referindo. Mas pra um entendido de fisica isso pega meio mal.
abraços
abril 23rd, 2009 as 16:17
Pra começar a força centrífuga não é uma força, e sim uma pseudoforça que age sobre um observador não-inercial e a força centrípeta é uma força para um observador inercial.
Para que você entenda melhor leia esses dois links abaixo, estão explicando direitinho:
http://www.infoescola.com/fisica/forca-centripeta-e-centrifuga/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Força_centrífuga
Abraços
maio 14th, 2009 as 17:07
julho 21st, 2009 as 21:32
Ainda pouco divulgado no Brasil e menos ainda em Portugal. Vou fazer alguma divulgação de ambos os lados .
Mesmo óptimo a possibilidade de interacção do autor na participação dos visitantes. Simples e despretensioso despido da comum “cientificidade”, não repele antes atrai quem visita .
Parabéns
julho 30th, 2009 as 16:18
julho 30th, 2009 as 16:21
agosto 27th, 2009 as 14:51
agosto 27th, 2009 as 15:01
E pergunto a eles: (algo intrigante)
- Se a força de “atração” da Lua chega até a Terra a ponto de causar as marés oceânicas e terrestres (não se pode deixar de falar que o solo terrestre também tem marés de 20 a 45cm a cada 12horas +/-) e não consegue manter uma quantidade mínima de atmosfera? Gratos!
agosto 27th, 2009 as 15:40
Se possivel, neste final de samana redigirei o calculo que está nesse livro e colocarei aqui no blog.
Abraços
setembro 14th, 2009 as 17:26
jovens brasileiros, que procuramos conhecer as coisas novas,
da vida falow pessoal!
setembro 23rd, 2009 as 15:26
outubro 6th, 2009 as 12:31
beijinhu e até a proxima
novembro 7th, 2009 as 2:46
dezembro 24th, 2009 as 20:12
Fala também de “Mabeabilidade das águas” (da onde tiraram isso?) pois as marés também acontecem no solo terrestre! Pessoal nem a força centrífuga do giro da Terra é significante, dado que a gravidade nos pólos é apenas 0,5% maior; Menos de 1%… Analisem bem antes de manifestar alguma crítica ao exposto acima.
dezembro 24th, 2009 as 20:18
http://www.unintel.net/Roteiro.htm
março 16th, 2010 as 21:42
Mas mesmo assim, obrigada!
março 18th, 2010 as 11:18
excelente a possibilidade de interação com o autor e a despretenção deste em esclarecer dúvidas e ainda indicar outros endereços onde existam mais esclarecimentos(embora com relação as forças centrípeta e centrífuga, o primeiro endereço apresente uma explicação extremamente superficial).
não concordo que a explicação deveria ser ‘mais resumida’.
ela foi precisa!e como tudo em física, despertou outras discussões!imagina se tivesse sido postada em resumo entao?!
PARABÉNS!
março 25th, 2010 as 22:19
abril 3rd, 2010 as 16:35
abril 25th, 2010 as 10:32
março 2nd, 2011 as 22:56
março 13th, 2011 as 14:23
março 15th, 2011 as 13:24
Bem interessante!
Creio que não esquecerei brevemente, o vídeo ajudou muito na explicação!
Parabéns!!!
Meu entendimento sobre este assunto foi ótimo!
março 16th, 2011 as 19:20
março 20th, 2011 as 1:16
novembro 9th, 2011 as 12:21